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Falso Nove

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Hoje venho escrever sobre algo que me fascina dentro do jogo.
Esta “nova” posição ou dinâmica, como preferirem ou como pensarem melhor, é uma inovação dentro dos modelos/ideias de jogo que eu vi pela primeira vez a ser praticado com Messi no grande Barcelona de Guardiola e depois começou a ganhar enfase em Portugal com a entrada de Jorge Jesus no Benfica.
Diga-se em sistemas e ideias completamente diferentes claro.
Pelo menos que me lembre, visto que não sou muito velho…

 

Na primeira época do titulo secalhar não tanto porque o Aimar ainda tinha um papel fundamental no esquema de Jorge Jesus, mas quando o losango se foi transformando numa ideia de 1x4x4x2 clássico com dois médios interiores e dois alas começava a notar-se que a ligação entre o sector intermédio e o avançado começava a ser feito por um dos avançados que baixava no terreno, começando com o Saviola deixando o Oscar Cardozo mais fixo e próximo da área. Posteriormente optou por duplas mais móveis com Lima e Rodrigo até que chegou ao senhor que para mim, levou esta dinâmica (ou posicionamento) a outro nível astronómico.
- Jonas.

A inteligência, a técnica, o faro pelo golo, fizeram de Jonas um dos melhores avançados a jogar em Portugal e a “rebentar” com a escala de golos marcados.

Para mim foi o grande “Falso Nove” da era Jesus no Benfica e que tentou replicar no Sporting nos anos seguintes com Teo Gutiérrez, Montero, Podence, Bryan Ruiz (algumas vezes durante o decorrer do jogo) , Alan Ruiz e Bruno Fernandes, mas este ultimo mais como médio ofensivo do que propriamente um avançado recuado.

 

Eu acho que Jorge Jesus foi um dos grandes impulsionadores desta posição especifica. Mas não foi o único…
Mais tarde chegou Bruno Lage e todos sabemos o que a equipa jogava graças a um menino que começou nesta posição…

 - João Félix.

 

Depois de Jonas, o grande segundo avançado a jogar em Portugal. Não tanto pelos golos mas muito mais pela criatividade, pela irreverencia e pela sua inteligência também que o levou a ser a maior transferência de sempre do futebol Português.

 

Alguns treinadores dizem que esta nova dinâmica, ou posicionamento, vem substituir de algum modo o antigo número 10. Pela liberdade dentro do campo, pela criatividade ofensiva que podem dar a uma equipa.

 

Pessoalmente adoro o sistema 1x4x4x2, e sou fã desse posicionamento.

Não é so Jorge Jesus, Jonas ou Félix que me levam a gostar disso, podia dar aqui outros exemplos como Roberto Firmino, Messi com Guardiola, Griezmann no Atlético… Entre outros.

 

Tal como digo em cima esses nomes, não quer dizer que seja uma dinâmica só para um 1x4x4x2.

Tanto Messi como Firmino, ambos nos seus clubes e com ideias de jogo diferentes, partiam de um 1x4x3x3, um para se juntar aos médios para criar superioridade no miolo e criar mais linhas de passe e dificuldade nos centrais adversários por não terem adversário direto para marcar, outro para criar espaços nas costas da linha defensiva para os alas/extremos aparecerem em movimentos de rotura (mas também para criar superioridade no meio).

 

 

Seja em que sistema for, é uma forma diferente e mais bonita (na minha opinião) de abordar o jogo e de explorar a qualidade individual de um determinado atleta.

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