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DIOGO FIGUEIREDO

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VC – Obrigado pela oportunidade de podermos conversar um pouco.

Começava por te pedir que falasses um pouco do teu percurso.

 

DF – Antes de mais obrigado eu pelo seu interesse e pela oportunidade de me dar a conhecer um pouco melhor. O meu percurso no futebol a nível federativo começou aos 10 anos. Antes dessa idade apenas jogava na rua e nos torneios de bairro que na altura existia. Entrei para o Ramaldense, um clube histórico da cidade do Porto, mas fui lá sem a minha mãe saber porque era difícil na altura eu ir para uma escola de futebol devido a problemas financeiros mas la tive que andar atrás do meu sonhos (risos).
Fiquei la dois anos e depois mudei me para o Rio Ave onde fiquei 8 anos e nesta época no mercado de janeiro mudei me para o Sevan, na Arménia.

 

 

VC  - Como foi para ti ser jogador de um clube fabuloso e histórico como o Rio Ave? E como foi para ti seres chamado á seleção nacional?

 

DF – Foi uma experiência incrível e um orgulho tremendo ter colocado a caravela ao peito. Uma camisola com muito peso em Portugal e que nós desde pequenos sentimos a responsabilidade em honrá-la todos os dias. Um clube incrível com pessoas muito profissionais onde nos ajudam a ser melhor cada dia. Devido a isso e a todas as condições de trabalho, resta nos acreditar no nosso valor e no nosso trabalho diário e então quando fui chamado a seleção fiquei extremamente feliz porque vi todo o meu esforço e trabalho a ser recompensado. Acho que para qualquer jogador ser chamado a seleção e trabalhar entre os melhores da nossa idade é um motivo de grande orgulho para não falar da responsabilidade que se sente quando se está com a camisola das quinas vestida.

 

 

 

 

 

 

 

VC – Quais as maiores contrariedades que encontraste desde o início da tua carreira no mundo do futebol?

 

DF – A maior contrariedade no futebol que encontrei e que hoje em dia ainda está presente é sem dúvida o perfil que as pessoas colocam para ser guarda redes, nomeadamente a altura.
É sem dúvida um obstáculo difícil porque não depende de nós, mas sempre fiquei tranquilo e consciente porque não houve um dia que duvidasse do meu valor e do meu potencial e ao fim ao cabo, sempre me foquei naquilo que eu controlo, que é o trabalho diário, a aperfeiçoar todos os momentos de jogo para todos os dias ser melhor que o dia anterior.
Claro que muitas vezes temos que ter sorte em ter pessoas que acreditam na qualidade e na competência mas cada um tem a sua ideia e a mim resta-me focar no que eu controlo e não no resto.

 

 

VC - E já agora, quais as maiores "riquezas" que podes retirar das tuas experiências?

 

DF – A maior riqueza que eu posso retirar é sem dúvida o crescimento que tive enquanto atleta. Porque devido a essa contrariedade e claro os momentos menos bons, fizeram-me crescer muito enquanto Guarda redes e pessoa, o que fez de mim um “bicho competitivo” no sentido de querer ganhar sempre trabalhando no máximo todos os dias.
É a maior riqueza que eu posso retirar para mim, porque se nós não acreditarmos em nós, ninguém acreditará. E depois claro e as amizades e os momentos que temos como balneário, estágios, jogos, etc.

 

 

 

 

 

 

VC – Onde te vês num futuro a curto prazo e num futuro mais longo, por exemplo daqui a 10/15 anos?

 

DF – Agora não penso muito em curto prazo porque me mudei para uma realidade completamente diferente, e então o meu objetivo é sem dúvida adaptar-me, mostrar o meu futebol diariamente e viver um dia de cada vez, passo a passo.
Mas tenho os meus objetivos pessoais bem definidos que prefiro guardar para mim. Daqui a 10/15 anos claro que toda a gente sonha em estar entre os melhores dos melhores, jogar Champions League, Mundiais etc, e eu sonho muito com isso porque sempre sonhei alto, mas é como lhe digo, um dia de cada vez, trabalhar diariamente e depois o resto aparecerá.

 

 

 

VC- Para terminar, chegaste á pouco tempo á Arménia, mais concretamente ao Servan Football Club... O que me podes dizer, até agora, dessa experiência? Que comparações podes fazer em relação a Portugal?

 

DF- Estou aqui a pouco tempo e não estamos em altura de campeonato e é sempre difícil comparar. Mas no que eu tenho visto e que as condições são muito boas mesmo, a algumas diferenças porque aqui é um clima mais agressivo, mas são pessoas e entidades que não deixam faltar nada ao jogador.
A nível futebolístico Portugal tem um estilo de jogo mais tático e mais de paciência, onde as equipa procuram jogar desde trás, sempre com futebol positivo.
Aqui na Arménia o futebol é mais partido, onde as equipas procuram jogar bem, mas possuem movimentos mais simples e muito mais objetivos, o que faz com que o jogo esteja vivo até ao fim. No pouco tempo que tenho aqui é o que eu mais noto e posso comparar muito ao estilo de jogo do Campeonato de Portugal, por exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Obrigado, desejo-te muito sucesso e que representes da melhor forma o jogador português!
Um grande abraço!

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