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DIOGO JESUS

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VC – Obrigado pela oportunidade, é sempre um gosto falar contigo amigo.

         Começava por te pedir que falasses um pouco do teu percurso.

 

DJ – Iniciei o ano passado um projeto nos seniores do União F. C. Almeirim – Futebol SAD, clube onde continuo até ao momento. Mas tudo começou há 6 anos, como adjunto de uma equipa de sub 12 do CCRD Moçarriense.
Durante estes poucos anos já fui treinador desde os sub 6 até aos juvenis. Acho que só me falta mesmo os juniores para treinar todos os escalões de formação tanto como principal ou como adjunto. Durante dois anos fui também coordenador da formação do União F. C Almeirim função a qual que gostei muito, mas que não pretendo voltar a desempenhar.

Mesmo na formação não foi uma passagem muito longa, mas foi muito rica para que hoje tenha uma linha de pensamento muito bem definida e estruturada.

 

 

 

VC  - Um treinador jovem num contexto muito complicado como o Campeonato de Portugal.. Como é para ti viver nessa realidade com a tua “juventude”?

 

DJ – Vejo como um prazer muito grande em fazer o que mais gosto. Nunca olhei para juventude como uma pressão ou algo como fosse um entrave. Costumo dizer que ser um treinador com uma idade muito nova não é sinónimo de ser bom no que fazes ou não ter competência. O que torna o treinador bom para mim é o foco e o empenho que coloco no que faço.
Não gosto muito de pensar lá porque sou novo, não vou ter oportunidades para chegar a competições acima do CdP.

 

 

 

 

 

VC – Quais as maiores contrariedades que encontraste desde o início da tua carreira no mundo do futebol?

 

DJ – Acho que as contrariedades vão aparecendo desde o primeiro dia que inicias esta profissão, aliás todos os dias elas vão aparecendo, umas mais fáceis outras mais difíceis, mas nenhumas são impossíveis de ultrapassar.
Confesso que no início o que foi mais difícil para mim foi arrumar todas as minhas ideias e os conteúdos que tinha na minha cabeça, esse teve de ser o meu primeiro passo para que ganhasse uma linha de trabalho que ajudasse os meus atletas a compreenderem o que era treinado. Até o planeamento de conteúdos passou a ser muito mais fácil e motivador de fazer.

 

 

 

 

 

VC - E já agora, quais as maiores "riquezas" que podes retirar das tuas experiências?

 

DJ – Todas elas serviram para melhorar. Eu sei que isto parece muito cliché, mas a realidade é que em todas eu refleti sobre o meu trabalho, a minha preocupação é não ser melhor amanhã, não é errar, errar faz parte do processo.
Das coisas que mais gosto do treino e de ser treinador é poder explorar todas as variáveis que podes controlar e juntar com os conteúdos e desenvolver ainda mais os exercícios.

Hoje sou treinador de uma equipa profissional que me dá gozo em levantar todos os dias cedo e não ter fins de semana, tudo que fiz antes de chegar aqui foi para estar nesta situação. Houve decisões que hoje acho que fazia diferente, mas por outro lado não estava na Equipa profissional do União F.C. Almeirim - Futebol SAD.

 

 

 

 

 

 

VC – Onde te vês num futuro a curto prazo e num futuro mais longo, por exemplo daqui a 10/15 anos?

 

DJ – É simples, eu projeto o meu futuro sempre para o melhor possível. Não me assusto com a possibilidade de o telefone tocar e ter que ir treinar uma equipa do campeonato acima ou que tenha de ir treinar para o estrangeiro.
Acredito em mim e nas ideias que tenho. Estou sempre pronto.
Não quero pensar que daqui uns anos não vou ser treinador profissional de futebol, só se a vida me pregar uma rasteira, porque no que depender de mim vou ser o melhor.

 

 

 

 

 

VC - Para terminar, podes me dar a tua opinião acerca do CdP? Achas que é possível tornar os clubes mais competitivos e o espetáculo mais apelativo?

 

DJ – Acredito que pode ser mais apelativo, mas que já é uma competição apelativa e com espetáculo. No meu entender é muito competitivo, tenho a certeza de que ninguém pode dizer qual é equipa que irá vencer e isso é muito bom para a competição.
Tens bons jogadores em todas as equipas e tem treinadores bem formados e querem ao máximo mostrar as suas competências, mas há sempre espaço para melhorar. O que diferencia por vezes são pormenores que os clube têm de refletir e melhor a cada ano que passa.

 

 

 

 

VC - Obrigado, desejo-te muito sucesso e que um dia possamos trabalhar juntos conforme já falamos algumas vezes, umas a sério outras em tom de brincadeira. Um grande abraço!

DJ - Claro que sim!! Faço questão que possamos vir a trabalhar juntos!

Um grande abraço para ti e muito obrigado pelo convite.

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